terça-feira, 8 de maio de 2012

Avaliação fisioterapêutica em paciente crítico


PÓS-GRADUANDA EDINÂNGELA OLIVEIRA



A avaliação ou a história clínica do paciente é de grande importância para o reconhecimento do indivíduo, da patologia e das circunstâncias. Uma anamnese visa além de identificar os sintomas clínico que acomete o indivíduo, avalia a parte emocional e psicológica, costumes e sânies, precedentes familiares e pessoais, história da doença atual e pregressa, queixa principal, listagem de sinais e sintomas, hábitos de vida, aspectos socioeconômicos e culturais. Essas informações são extremamente importantes para auxiliar na interpretação e complementação das informações obtidas na análise física ou processos complementares de diagnóstico1.

Deste modo, uma boa anamnese torna-se formidável na fisioterapia, através deste meio nasce uma relação entre o profissional e o paciente, tornando-a de forma singular, e quando é realizada corretamente leva a um diagnóstico e uma terapia precisa1. Para ser considerada adequada não pode ser executada de forma tão rápida resultando em informações sem serem coletadas, quanto lentamente, a causar exaustão do paciente2.

A avaliação do estado de consciência abrange a interação do paciente com o meio ambiente relacionado com a função do sistema nervoso central, onde a resposta aos estímulos e a capacidade de despertar é decorrente do nível de consciência. Para sua avaliação utiliza-se a escala de Glaugow (ECG), também empregada como índice no prognóstico de paciente neurológico com traumatismo craniano1,3.

A sedação em paciente crítico tem a finalidade de extinguir a ansiedade, pois a mesma poderá resultar em alterações psíquicas em indivíduos que serão submetidos à ventilação mecânica invasiva, além de proporcionar sincronia entre paciente e ventilador, extirpa a dor e facilita a intubação. Para avaliação do nível de sedação utiliza-se a escala de Ramsay, embora seja a mais simples é a mais empregada3.

Comumente a internação hospitalar por diferentes patologias leva a redução da força muscular, especialmente em casos de internação por tempo prolongado. Já na avaliação do tônus do músculo, analisa a tensão muscular que permanece mesmo durante o repouso, assim também se procede na avaliação dos reflexos profundos, onde se observa a qualidade da condução nervosa que é acarreada pela via eferente3.

Os sinais vitais devem ser aferidos antes, durante e após o atendimento fisioterapêutico, que é composto pela frequência respiratória, pressão arterial, pulso e temperatura. Através da inspeção clínica a qual se subdivide em estática, objetiva analisar a forma e normalidade da região torácica, e dinâmica, onde se observa quanto às oscilações respiratórias, características e alterações. Por meio da análise das alterações musculares é possível notar a presença de atrofia, encurtamento ou hipertrofia principalmente nos músculos acessórios da respiração, como também em relação às alterações osteoarticulares, onde pode observar anormalidades ou não da caixa torácica, dentre as anormalidades podemos citar o tórax em Barril, Cifótico, Escavatum e Carinatum. Seguindo essa sequência procede-se com a análise das extremidades a fim de visualizar presença de baqueteamento digital, e, no exame da parede abdominal tem por finalidade restringir uma redução na expansibilidade do tórax, dos volumes e capacidades pulmonares, e no aumento no trabalho respiratório por uma hepatoesplenomegalia, ascite ou distensão gástrica3.

A palpação torácica sucede no emprego da utilização do tato para a percepção das estruturas da região torácica que compreende uma avaliação de tecidos moles ou estruturas ósseas, analisando se há anormalidades. Sendo assim, na percussão podemos observar a sonoridade que nos remete informações quanto a uma diversidade de patologias, entre elas estão: derrame pleural, condensações, hepatização pulmonar, pneumotórax e enfisema pulmonar3.

Um elemento simples e essencial para completar o método avaliativo é a ausculta pulmonar, condição a qual nos permite escutar e interpretar os sons produzidos fornecendo informações de diversas doenças do sistema respiratório3,4.

Vale ressaltar que uma avaliação correta visa decidir o problema apresentado pelo paciente, que na ausência ou na má elaboração da mesma leva a conduta ao erro. Portanto, é imprescindível sua aplicação rotineiramente para avaliar o efeito da conduta prestada e se há a necessidade de alterá-la.



Referências:

1.Sarmento GJV. O ABC da fisioterapia respiratória. Barueri-SP: Manole, 2009.

2. Costa Dirceu. Fisioterapia respiratória básica. São Paulo: Atheneu, 1999.

3. Guimarães FS, Martins JÁ. Programa de atualização PROFISIO fisioterapia em terapia intensiva adulto. Ciclo 1. Mod.1. ASSOBRAFIR: Artmed, 2010.

4.Sarmento GJV. Fisioterapia no paciente crítico - Rotinas clínicas. 2ª ed. Barueri-SP: Manole, 2007.




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