quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Especializaçao em Fisioterapia Intensiva/Manaus


Fisioterapia Intensiva em Manaus

O uso do Bag squeezing na unidade de terapia intensiva do Hospital Platão de Araújo
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A equipe de especializandos em fisioterapia intensiva de responsabilidade da SOBRATI/MANAUS tendo por coordenador e diretor regional, o Fisioterapeuta Dr.Daniel Xavier, é formada por 20 profissionais sob a preceptoria do Prof. Marcos Vinícius.

A técnica de Bag-squeezing consiste da associação de três técnicas: hiperinsuflação pulmonar manual associada à vibrocompressão torácica na fase expiratória seguida de aspiração traqueal. Para a realização desta técnica é necessária a presença de dois profissionais da saúde, sendo que o fisioterapeuta é responsável pela aspiração traqueal e vibrocompressão e o outro profissional responsável somente pela hiperinsuflação pulmonar manual.

A hiperinsuflação pulmonar manual é feita lenta com uma pausa inspiratória entre 1 a 2 segundos e liberação repentina do ambu, o que gera um alto fluxo expiratório. Durante as fases expiratórias é realizado vibrocompressão torácica de forma constante e lenta, proporcionando também o aumento do fluxo expiratório e mobilização de secreções das vias aéreas inferiores para vias aéreas superiores. Sendo realizado após a aspiração traqueal. Geralmente para cada aspiração traqueal é realizado 5-6 procedimentos de hipersuflação pulmonar manual associado a vibrocompressão.



No hospital Platão a equipe de especializandos em Fisioterapia Intensiva SOBRATI/MANAUS, tem visto resultados satisfatórios quanto ao emprego da técnica de bag-squeezing, pois a mesma colabora para a higiene brônquica do paciente, gerarando o estímulo da tosse, mobilização e remoção da secreção e sucessivamente reduzindo o risco de hipoxemia.
Professor Marcus Vinícius e a autora da resenha Esp. Débora Mendonça

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Especializaçao em Fisioterapia Intensiva/Manaus

Especialização em Fisioterapia Intensiva Manaus


Importância da montagem Circuito Ventilatório e os parâmetros iniciais do Suporte Ventilatório para o Fisioterapeuta




Durante a abordagem inicial da Fisioterapia Intensiva, um dos aspectos mais relevantes são a montagem do ventilador mecânico e os ajustes de parâmetros iniciais da ventilação Mecânica, verificar se o circuito de ventilação esta funcionando adequadamente, se o ventilador está ajustado corretamente, segundo a prescrição do medico ou protocolo, e se o sistema paciente-ventilador está interagindo adequadamente. Além disso, checar:

- A conexão entre o circuito de ventilação e o paciente, o circuito de ventilação, o umidificador e a válvula de expiração.

- Todas as conexões ao longo do circuito de ventilação. Se houver qualquer conexão frouxa, ajuda-la para impedir o escape.

A interação paciente-ventilador é efetuada através da comparação de itens específicos e verificação do ajuste dos alarmes. O escape de gás do circuito e em torno do tubo endotraqueal deve ser indicado por um volume expirado significativamente menor do que o volume definido, da ventilação minuto menor e da incapacidade de manter uma pressão de sustentação da insuflação estável. Um fluxo inspiratório inadequadamente baixo deve acarretar um tempo inspiratório excessivo e uma relação I: E com um menor tempo expiratório.

A Ventilação mecânica é uma pratica relativamente comum e bem desenvolvida que é utilizada por duas razoes básicas. (1) suporte de curto prazo durante um evento agudo, potencialmente letal e do qual se espera que o paciente se recupere e (2) suporte prolongado da fadiga ou paralisia dos músculos respiratórios. O inicio e o ajuste do suporte ventilatório requer profissionais experientes que possuam conhecimentos aprofundados sobre os aspectos clínicos da ventilação mecânica e da terapia intensiva.

Ao selecionar os ajustes do ventilador pela primeira vez, o objetivo principal é a melhoria e a estabilização da oxigenação e da ventilação. Isso é feito através da seleção da modalidade de ventilação, da FiO2, da ventilação minuto e do nível da PEEP. Após selecionar esses ajustes primários, estabelecer o nível de disparo (sensibilidade do ventilador), o fluxo ou tempo inspiratórios, os alarmes e a umidificação. Após a estabilização inicial, reajustar as regulações de acordo com a avaliação dos objetivos e dos achados clínicos.

O tratamento bem sucedido de pacientes com insuficiência respiratória envolve uma abordagem sistemática para iniciar e modificar o suporte ventilatório. No inicio do suporte deve ser realizada uma avaliação inicial do paciente e do sistema de ventilação para se assegurar que os ajustes iniciais são seguros e bem tolerados

Saber montar um circuito Ventilatório é tão importante quanto estabelecer os parâmetros iniciais para o paciente, pois ambos influenciarão diretamente no tratamento e na sua recuperação.

Especializando: Jackson dos Santos Pacheco
Editado por: daniel Xavier

sábado, 25 de setembro de 2010

Fisioterapia intensiva em Manaus. Fala especializando!!!!!

Manobras de Reexpansão Pulmonar


Para realizar a reexpansão pulmonar, o fisioterapeuta utiliza algumas técnicas manuais, mas obviamente compete ao mesmo, identificar e avaliar a situação atual do paciente em questão, para que a conduta seja adequada e com resultados satisfatórios.

O conceito de pressão transpulmonar é essencial para a compreensão da fisiologia da expansão pulmonar. Essa pressão resulta da diferença entre a pressão alveolar e a pressão pleural.Os alvéolos são elásticos e sujeitos a variação de pressão transpulmonar. A negativação da pressão do espaço pleural ou o aumento da pressão dentro dos alvéolos resulta em aumento do volume pulmonar. Pode-se obter expansão pulmonar de duas formas: por meio da negativação da pressão pleural ou por aumento da pressão alveolar.




Dentre os objetivos da Reexpansão pulmonar temos:
  • Aumentar a expansibilidade tóraco-pulmonar, aumentar a complacência,
  • aumentar a ventilação pulmonar,
  • Aumentar volumes e capacidades pulmonares,
  • melhorar as trocas gasosas e oxigenação,
  • reverter atelectasias, aumentar o trabalho diafragmático, reeducar o padrão respiratório.
A fisioterapia intensiva envolve um grande número de técnicas que podem ser associadas às modalidades de ventilação mecânica. Dentre as principais estão:

- Inspiração Profunda : melhora a profundidade ventilatória e a complacência pulmonar, podendo ser aplicada portanto, em pacientes portadores de complacência pulmonar diminuída sem incremento da resistência das vias aéreas.

- Inspiração Máxima Sustentada (SMI): Inspiração forçada que deverá ser sustentada por um determinado intervalo de tempo. Atua basicamente em termos de acréscimo sobre o VRI, na pressão transpulmonar e na capacidade pulmonar total, aumentando a relação V/Q.

- Inspiração em Tempos: Melhora a complacência tóracopulmonar e no incremento da capacidade inspiratória e ação diafragmática.

- Inspiração desde a Capacidade Residual Funcional: Fundamenta-se em uma expiração oral tranqüila até o nível do repouso expiratório para, em seguida, ocorrer uma inspiração profunda. Neste padrão a atividade diafragmática é evidente, ocorrendo portanto um incremento na ventilação de zonas basais pulmonares, diminuindo a hipoventilação alveolar.

- Expiração Abreviada: Com esse padrão consegue-se incrementar o tempo inspiratório, o volume de reserva expiratório, a capacidade residual funcional (CRF) e a capacidade pulmonar total (CPT).

- Inspiração desde o Volume Residual: Com este padrão ocorre um aumento do volume corrente e da capacidade vital, favorecendo o incremento da ventilação nas zonas apicais do pulmão.
Podemos citar ainda, os exercícios diafragmáticos, exercício intercostal,os soluços inspiratórios, compressão/descompressão, fortalecimento muscular, nos quais todos colaboram para uma melhor e mais eficaz expansão pulmonar.

No ambiente de uma Unidade de Terapia Intensiva, nos deparamos com várias situações, onde podemos encontrar, desde pacientes com nível de sedação muito elevada devido sua clinica, á pacientes em fase de desmame e que já se encontram conscientes. Em pacientes com um Ramsey de 6 por exemplo, que necessitam de técnicas de reexpansão pulmonar, procuramos encontrar formas que o ajudem a realizar essa expansão, no qual poderemos está utilizando o Ambu em técnicas que simulam os soluços inspiratórios por exemplo, assim como o Ventilador Mecânico.

Os efeitos do uso do ventilador mecânico como recurso fisioterapêutico para manobras de expansão pulmonar, foram estudados inicialmente por Berney e Denehy em ensaio clínico cruzado, onde demonstraram que a hiperinsuflação através do ventilador mecânico e a hiperinsuflação manual são igualmente eficazes.

Embora ainda seja pouco reconhecida a eficácia da Fisioterapia Intensiva, sabe-se que, quando bem empregada, traz resultados satisfatórios e contribuem muito para a recuperação do paciente.

Especializando:Mirna Ramos
Editado por: Daniel Xavier

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fala especializando!!!!!

A Fisioterapia Intensiva: A problemática de uma nova especialidade.

As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são Unidades complexas dotadas de sistema de monitorização contínua que admitem pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos e que com o suporte e tratamento intensivos tenha possibilidade de se recuperar um paciente em estado critico.


Atualmente, estas unidades desempenham um papel decisivo na chance de sobrevida de pacientes gravemente enfermos, sejam eles vítimas de trauma ou de qualquer outro tipo de ameaça vital. A fisioterapia intensiva pode se definir como uma especialidade da fisioterapia que utiliza estratégias, meios e técnicas de avaliação e tratamento que buscam a otimização do transporte de oxigênio, contribuindo assim para prevenir, reverter ou minimizar disfunções ventilatórias, promovendo a máxima funcionalidade e qualidade de vida dos pacientes; podendo ainda proporcionar assistência ao paciente criticamente enfermo em unidades de terapia intensiva. Alguns estudos têm investigado os efeitos da fisioterapia intensiva dentro das unidades de terapia intensiva; no entanto, a fisioterapia relacionada ao tempo de internação ainda é causa de discussões tanto na sua função e importância como nas técnicas e métodos aplicados. Os pacientes com restrição ao leito na Unidade de Terapia Intensiva podem apresentar complicações motoras, respiratórias, hemodinâmicas, cardíacas, neurológicas, além de condições pós-traumáticas, condições pré-operatórias e pós-operatórias.


A atuação da Fisioterapia tem por objetivo minimizar os efeitos da imobilidade no leito e tratar ou prevenir complicações respiratórias. Com relação à importância do fisioterapeuta nas Unidades de Terapia Intensiva, a fisioterapia intensiva tem sido cada vez mais solicitada e sua atuação nas Unidades de Terapia Intensiva cada vez mais freqüente, o fisioterapeuta pode dar uma contribuição valiosa ao tratamento global do paciente.


A importância que a fisioterapia ocupa hoje em vários âmbitos da saúde, parece ser muito recente e, a inserção de ensaios clínicos randomizados é ainda irrelevante, pois, há pouca evidência sobre os efeitos das intervenções fisioterapêuticas.


Especializando: Daniel da Glória

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Relato do especializando em fisioterapia intensiva parte II

Nossos especializandos em busca de uma formação diferenciada são na realidade nosso maior bem e diante disso, presto-me das palavras da nossa especializanda Giovanna de Boa Vista-RR, para nos contar um breve relato de sua experiência e qualidade encontrada em nossa especialização.


Fisioterapeuta Giovanna de Boa Vista-RR


>DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES


Na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, fui recebida pelo preceptor Fisioterapeuta Dr. Átila, o qual me encaminhou a Unidade de Terapia Intensiva do hospital junto com os demais especializandos. Divididos em duplas, realizamos avaliação e conduta de uma paciente á beira do leito. Ao final nos foi ministrada uma aula sobre manobras de higiene brônquica e aspiração das vias aéreas. Dias após, retornei para mais práticas no Hospital onde em dupla realizamos avaliação e conduta na beira do leito, onde ao final foi ministrada uma aula de Fisiologia Respiratória.

No Hospital Dr. Platão Araújo, fui recebida pelo preceptor Fisioterapeuta Dr. Marcos Vinícios. Trata-se de uma Unidade de Terapia Intensiva nova, onde o serviço de fisioterapia teve enorme ganho em qualidade com a chegada da especialização em Fisioterapia Intensiva pela SOBRATI Manaus. Na unidade fomos divididos em duplas onde novamente realizamos avaliações e condutas na beira do leito. Posteriormente tivemos uma explanação sobre a importância de uma boa compreensão da gasometria arterial, ministrada pelo preceptor.


Fui recepcionada na Fundação Centro de Controle de Oncologia do estado do Amazonas, comumente conhecido com CECON, pelo Fisioterapeuta Dr. Daniel Xavier. Na Unidade de Terapia Intensiva, juntamente com mais quatro especializandos. Tivemos uma aula prática no ventilador mecânico e ajuste do mesmo e a partir da ausculta pulmonar, traçamos condutas e execução de manobras de higiene brônquica em um manequim acoplado ao ventilador mecânico.

Fisioterapeuta Giovanna em treinamento sobre ventilação mecânica com o professor Daniel Xavier


Finamente, a aula teórica foi ministrada pelo Fisioterapeuta Dr. Daniel Xavier, abordando os modos e modalidades ventilatórias e suas particularidades. De forma a enriquecer nossos estudos tivemos uma breve aula com a Fisioterapeuta Dra. Cíntia, onde esta fez uma explanação sucinta sobre a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda – SARA e importância dos ajustes certos no ventilador mecânico e as principais formas de recrutamento alveolar.

CONCLUSÕES

Durante toda a semana, a vivência que pude ter em cada hospital, engrandeceu os meus conhecimentos na área de Terapia Intensiva. Minhas perspectivas a cada semana que realizarei a continuação da pós-graduação à caminho de me tornar uma especialista, são de que, possa não só aprender, mas também ajudar na crescente melhora da atuação da Fisioterapia na Unidade de Terapia Intensiva.

Relato do especializando parte I

A especialização em fisioterapia intensiva de responsabilidade da SOBRATI, sendo ministrada na cidade de Manaus, sob a coordenação do Fisioterapeuta Daniel Xavier, atende não só aos recém egressos das faculdades da cidade de Manaus, mas também aos profissionais de outros Estados e do interior do Amazonas.


A qualidade do curso por nós oferecido vem atendendo às expectativas dos profissionais que trabalham com terapia intensiva por conta da nossa grade curricular robusta, carga horária diferenciada e pelo grupo de professores e preceptores de primeira linha que garantem com ética, profissionalismo e capacitação profissional, uma prestação de serviço diferenciada levando qualidade aos pacientes internados nas UTIs de nossos hospitais conveniados.


Entretanto, nossa qualidade e reconhecimento ultrapassam as divisas entre os Estados do Brasil e se transforma em um centro de excelência em Fisioterapia intensiva na região Norte do País.


Nossos especializandos em busca de uma formação diferenciada são na realidade nosso maior bem e diante disso, presto-me das palavras da nossa especializanda Giovanna de Boa Vista-RR, para nos contar um breve relato de sua experiência e qualidade encontrada em nossa especialização.


RELATÓRIO DA ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA INTENSIVA

ESPECIALIZANDA: GIOVANNA KARIN SILVA PINTO

“Dando início à primeira etapa da Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva pela SOBRATI – Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva – Manaus, tendo em vista a necessidade tanto da experiência teórica como da prática, onde foi possível exercitar, o que foi ensinado nas aulas teóricas.


Com início no dia 13 de setembro, com carga horária de 5 horas distribuídas da seguinte forma: de segunda a sexta no 2° horário, sábado e domingo no 1° horário, sendo na terça a aula teórica.


Este relatório é composto por descrições da vivência tanto teórica quanto prática específica, de uma fisioterapeuta na unidade de Terapia Intensiva e compreendendo a importância da presença do fisioterapeuta especialista em uma equipe multidisciplinar na unidade de terapia intensiva.


As etapas realizadas em cada hospital foram enriquecedoras e importantes para o meu aprimoramento profissional nesse momento. Estar disposta a aprender com os preceptores faz com que, a troca de conhecimento entre preceptores e especializandos ocorra de forma eficaz e proveitosa.

Giovanna Karin