Mostrando postagens com marcador daniel xavier. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador daniel xavier. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SOBRATI DESTACA-SE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES INTENSIVISTAS

SOBRATI DESTACA-SE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES INTENSIVISTAS

Ji - Jornal do Intensivista

Profissionais de todos estados brasileiros estão participando ativamente no Programa Nacional de Formação de Professores e Especialistas Intensivistas da SOBRATI em nível de Especialização e Mestrado Profissionalizante.

O Programa oferece a oportunidade de receber protocolos clínicos interdisciplinares, atuação e discussão avançada em síndromes universais.

O método implementado é fruto de amplo trabalho e pesquisa nas UTIs e serviço emergencial e é coordenado nacionalmente pelo médico intensivista e emergencista Dr Ferrari.

Segundo o mesmo o objetivo é formar professores intensivistas com perfil ético, humano e qualificados. Implementam técnicas e aulas interativas com discussão interdisciplinar.

São mais de três mil profissionais treinados que trabalham em hospitais e colaborando no atendimento e no ensino público e privado com experiência profissionalizante.

" A SOBRATI ACREDITA NA MUDANÇA, NO AMOR E NO SER HUMANO ESPIRITUALIZADO QUE EXISTE NOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE - EDUCA, ENSINA E FORMA UMA NOVA GERAÇÃO QUE TERÁ O PRIVILÉGIO DE RECEBER E TRATAR O PACIENTE E SUA FAMÍLIA - INTENSIVISTAS QUE ACREDITAM QUE TODO BRASILEIRO PODE E DEVE TER UM LEITO DE UTI A SUA ESPERA - UM LEITO DE ESPERANÇA - UM LEITO DE SUPERAÇÃO - ACREDITA NA CRIAÇÃO E NOS HOMENS E MULHERES QUE AGEM CONFORME A SUA CONSCIÊNCIA PARA O BEM DA HUMANIDADE E NA DIGNIDADE HUMANA. PARABÉNS PROFISSIONAIS PROFESSORES INTENSIVISTAS DA SOBRATI - UM ORGULHO PARA O BRASIL "

" SOBRATI, UM SONHO QUE SE TORNOU REALIDADE "

NOSSOS AGRADECIMENTOS À TODOS SÓCIOS, DIRETORES, PROFESSORES, ESPECIALIZANDOS, MESTRANDOS, DOUTORANDOS E PROFISSIONAIS QUE COLABORARAM NA FORMAÇÃO DA MAIOR SOCIEDADE MUNDIAL DE UTI.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Programa TRAINNEE em Fisioterapia Intensiva.

Programa TRAINNEE em Fisioterapia Intensiva.

Um dos mais inovadores programas de treinamento e atualização profissional permite que o acadêmico de fisioterapia vivencie diariamente o ambiente da Unidade de Tratamento intensivo em toda a sua totalidade. Tal programa consiste basicamente no treinamento de técnicas básicas e avançadas para prestação de serviços aos pacientes criticamente enfermos internados na UTI.

Enfatizando o processo de ensino-aprendizagem, o foco principal são as dúvidas dos Trainnes, participantes do programa que tem a duração de 20 dias totalmente desenvolvidos dentro do ambiente da UTI, passam pelo processo de vivência da humanização, interação com a equipe interdisciplinar de intensivistas, suporte básico e avançado de vida e ventilação mecânica básica.

Com um grupo restrito de participantes e sob a supervisão de profissionais e pós graduandos em fisioterapia intensiva, proporcionam aos alunos a mais completa vivência sob o aspecto das responsabilidade e habilidades concernentes ao fisioterapeuta intensivista.

De forma ininterrupta, as turmas são formadas a partir de 3 alunos com o máximo de 05. Devido à flexibilidade do programa o aluno escolhe quando e como cumprirá a carga horária proposta e ao final do programa é conferida a certificação com o aval da Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva, a maior sociedade de terapia intensiva da América Latina.

Para fazer parte deste grupo o futuro Trainne deve comparecer a sede situada na rua Berlim, 12- Terceiro andar e agendar o período da realização do programa junto a nossa diretoria de ensino e pesquisa pelos telefones 32382563/ 84256441.

Estamos aguardando a todos os interessados na capacitação profissional cada vez mais aprofundada, reflexiva e baseada nos conhecimentos teórico-práticos que fazem desta especialidade uma das mais complexas dentre as demais atuações do fisioterapeuta.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Monitorização Respiratória

Monitorização Respiratória

Palavras-chave: monitorização respiratória, mecânica ventilatória, ventilação mecânica.

Definição

A monitorização respiratória é definida como a observação contínua e/ou intermitente do comportamento da função pulmonar (SARMENTO, 2006). Nesse sentido, NET (2002), diz que a monitorização dessa substituição da função pulmonar, pelo ventilador mecânico, estará voltada a constatar que os objetivos de corrigir a hipoventilação, melhorar a oxigenação e o transporte de oxigênio serão conseguidos. Assegurando que haja uma espirometria adequada, uma análise das alterações da mecânica pulmonar, e observando a repercussão de diferentes tipos de pressão torácica e o que isso influi no sistema cardiocirculatório. No entender de FAUSTINO (2007), “a monitorização da mecânica pulmonar em pacientes sob ventilação mecânica em unidade de terapia intensiva (UTI) pode fornecer dados relevantes e deve ser implementada de forma sistemática e racional”.

A ventilação mecânica é um suporte ventilatório ou uma ventilação artificial que é utilizada para substituir a função pulmonar e para cumprir com objetivos anteriormente citados. Na monitorização também são avaliados os possíveis desconfortos que podem ser produzidos a partir do uso do ventilador mecânico, das patologias que podem estar associadas e a busca pela monitorização adequada vai desde uma análise de uma radiografia até um cultivo pulmonar com cateter protegido de acordo com NET (2002).

Na monitorização é avaliada a presença de tubo orotraqueal ou traqueostomia, no ventilador mecânico são analisados quais modos e modalidades ventilatórias que serão empregados, pressão de pico, pressão de platô, o volume corrente, pressão controlada, pressão de suporte, pressão positiva expiratória final, tempo inspiratório, tempo expiratório, relação I:E, fração inspirada de oxigênio (FiO) e sensibilidade. Deve ser analisada também a gasometria, onde são verificados: pH; PaCO; HCO3; PaO; BE; SatO.

Conforme SARMENTO (2006) é necessário que seja realizada uma monitorização da musculatura respiratória, da atividade do centro respiratório e da mecânica respiratória. A monitorização da força muscular verifica se o paciente tem força para sair da prótese ventilatória, onde a força inspiratória máxima mostra se o paciente está capacitado para gerar volume adequado de ar, mantendo uma ventilação espontânea, assim como, a pressão expiratória máxima, nos indica quanto de força expiratória determinado paciente possui e se o mesmo é capaz de realizar a tosse e promover higiene brônquica adequada. Já na monitorização do centro respiratório avalia através do drive respiratório se o impulso ventilatório está elevado, o que demonstraria um aumento do trabalho respiratório durante os ciclos assistidos pelo ventilador mecânico, isto também pode ser considerado um fator determinante para indicar se há ou não capacidade do paciente em sair do uso do suporte ventilatório, além de outros testes que são realizados para que seja feito o desmame, que não serão abordados neste estudo.

Na mecânica respiratória monitoriza-se a situação pulmonar do paciente e sua evolução, este fator é de suma importância, pois, indica qual seria a melhor modalidade a ser ajustada e auxilia no planejamento do desmame. Na mecânica ventilatória são analisados: VT espontâneo; VE=VC. FR; FR espontânea; Complacência estática (Cest); Complacência dinâmica (Cdin); Resistência; Ind. de Tobin; PEEP ideal; PaO/FiO.

A complacência é uma dada relação entre a variação de volume de gás que é deslocado e a pressão necessária para manter o sistema respiratório insuflado. A mesma pode ser estática ou dinâmica. Onde a estática é a medição quando o fluxo é zero, no momento da pausa inspiratória quando há a pressão de platô, isso nos permite notar a distensibilidade pulmonar, e a dinâmica corresponde à pressão de pico. Ambas possuem valores de normalidade, respectivamente, de 50 a 100 ml/ cmHO e de 100 a 200 ml/cmHO. Nesse sentido, SARMENTO (2006) considera que “a monitorização da Cest permite avaliar a evolução e a resposta terapêutica como PEEP recrutativo e a mudança de decúbito prona na SARA”.

Dessa forma, podemos considerar a monitorização como um processo indispensável na prática do atendimento em unidades de terapia intensiva. Sendo um tema bem abrangente, fornecendo relevantes dados que compõem uma boa avaliação fisioterapêutica. Fundamental para que seja traçada uma conduta correspondente ao quadro clínico específico de cada paciente admitido na UTI sob uso de ventilação artificial.

Referências

FAUSTINO, Eduardo Antonio. Revista Brasileira de Terapia Intensiva: Mecânica Pulmonar de Pacientes em Suporte Ventilatório na Unidade de Terapia Intensiva. Conceitos e Monitorização. Vol.19, nº 2, p.161-169, Abril-Junho, 2007.

NET, Àlvar. Ventilação Mecânica. Ed. 3ª. RJ. Editora Revinter Ltda, 2002.

SARMENTO, George Jerre Vieira. Fisioterapia em UTI- Vol.1: Avaliação e Procedimentos. Séries Clínicas Brasileiras de Medicina Intensiva. Editora Atheneu. SP, 2006. ica. 9nho, 2007.rizado na UTI.

Especializanda: Bárbara Tinôco Sales.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ventilação Mecânica na Asma

Ventilação Mecânica na Asma

Especializanda: Aline Láurea

Fisiopatologia

Asma é uma doença inflamatória das vias áreas, caracterizada por episódios recorrentes da obstrução ao fluxo de ar reversível espontaneamente ou com uso de medicações. A crise aguda da asma muitas vezes é controlada no pronto-socorro, com medicações broncodilatadoras. Entretanto, uma pequena parcela dos pacientes não responde ao tratamento inicial e precisa de suporte ventilatório.

O principal mecanismo fisiopatológico responsável pela insuficiência respiratória nos asmáticos é a alta resistência de vias aéreas. A resistência aumentada ao fluxo é a mais critica na fase expiratória e leva a um aumento do esforço respiratório, a hiperinsuflação e ao desenvolvimento de auto-PEEP. Quando não há resposta adequada ao uso de broncodilatadores, o paciente pode evoluir para fadiga respiratória e retenção de CO2, que precisam ser prontamente tratadas.

Ventilação Mecânica

O uso de ventilação não-invasiva em asmáticos pode ser utilizado em pacientes admitidos na UTI que ainda não apresentam fator de gravidade como ausência do murmúrio vesicular, acidose grave, instabilidade hemodinâmica ou alteração do estado de consciência. A intubação deve ser feita se o paciente não apresentar melhora rápida com o uso de ventilação não-invasiva.

No uso de ventilação não-invasiva é importante ressaltar que esse paciente já apresenta hiperinsuflação pulmonar. Geralmente ocorre um erro comum ao programar altos valores de pressão nas vias áreas para se obterem volume-minuto alto. Em sua maioria esses pacientes são hiperinsuflados e apresentam auto-PEEP, o uso dos autos picos de pressão podendo ocasionar altas pressões alveolares e aumentar bastante o risco de pneumotórax.

A ventilação mecânica é feita inicialmente no modo pressão controlada-PCV, não sendo possível utiliza-se o modo de volume controlado com a onda de fluxo decrescente. Para redução da auto-PEEP , devem ser utilizados no modo volume controlado, altos fluxos expiratórios e baixa freqüência respiratória para aumentar o tempo expiratório e permitir um esvaziamento pulmonar adequado.O cuidado para ser evitado um barotrauma deve ser sempre tomado.

Apresentando o paciente melhora do broncoespasmo, o desmame deve ser iniciado. A pressão se suporte é preferível para limitar a pressão alveolar e observar a freqüência respiratória do paciente que não deve elevar-se pelo risco da retorno da auto-PEEP.

Parâmetro

Valor Preconizado

1. Volume corrente

5-8 mL/kg

2. Frequência respiratória

8-12/min

3. Fluxo inpiratório

5-6 x volume minuto

4. Pico de pressão

<50 cmH2O

5. Pressão de platô

<30 cmH2O

6. Auto PEEP

<15 cmH2O

7. PaCO2

>40 e <90 mmHg

8. pH

>7,2

9. PaO2

>80 e <120mmHg

Rodrigues-Machado, Maria da Glória. Bases da fisioterapia respiratória: terapia intensiva e reabilitação/Maria da Gloria Rodrigues Machado. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2008.

Piva, JP e Garcia, PCR. Ventilação mecânica em pediatria. Em Piva,J, Carvalho,P e Garcia, PC: Terapia Intensiva em Pediatria, 2ª edição, 1990.